quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Semanas ligadas às TRADIÇÕES


Primeiro fomos tentar perceber o que significa a palavra tradição e, depois de pensarmos numa série de situações/acontecimentos concretos, surgiu como respostas:
- “É uma coisa que fazemos sempre?!” Afonso
- “É uma coisa que fazemos todos os anos” Martim
- “É aquilo que vem desde os nossos avós” António
- “É passado de geração em geração” Bárbara
- “Tem a ver com as coisas que comemoramos no nosso país” Lourenço
- “É a cultura do nosso país” Sebastian
- “São coisas que existem há muitos séculos” Ema
Por forma a vivenciarem melhor este “conceito” decidimos contar uma história muito antiga, que vem de há muitas gerações “A chave do Castelo de Chuchurumel”. É uma história lengalenga que apela à concentração e à memória auditiva por ter uma sequência exata, avanço e recuo.

Após contar a história associaram-na logo a uma canção também muito antiga
“Eu sei qual é, é Era uma vez um Cuco” (Alexandre)

O Dia do Pão por Deus
A chuva não nos permitiu comemorar este dia como é costume pela nossa quinta, mas não deixámos de ir pedir o Pão por Deus, só que desta vez fomos até ao Bar

 Idas ao Lar URPITMA
Perpetuando também a tradição das salas dos 5 anos fomos pedir o Pão por Deus aos avós do lar, mas também levámos um miminho! Fizemos umas Broas dos Santos para que se pudessem deliciar à hora do lanche.
Para além do Pão por deus que cada um de nós recebeu ainda tivemos uma outra surpresa, uma mantinha para a nossa cama dos bonecos feita pelas avózinhas. Muito obrigada pelo carinho e dedicação que têm sempre connosco.

 O Dia do S. Martinho
Para este dia festejar começámos por saber qual a origem da comemoração deste dia com a ajuda da “Lenda de S. Martinho”. Depois ouvimos a história da “Maria Castanha” e decidimos fazer cada um, a nossa Maria Castanha.

Passeio/visita ao Museu da Marioneta – Quem vê casa… vê emoções
Conversámos um bocadinho sobre o que são as emoções e que expressões faciais as podem retratar. Depois cada um fez a sua marioneta, demos-lhe um nome e explicámos qual a emoção que a marioneta tinha e porque.


Ai…


… que pica! Pegar no ouriço não é tarefa fácil. Há sempre alguém que  de tanto tentar, lá consegue.




Explorar um bocadinho da natureza e perceber que são os ouriços que guardam as castanhas e, que a castanha é um fruto de Outono.

… que cheirinho! Como é bom cheirar a erva doce.
Aproveitamos a erva doce e colámos na castanha que tínhamos feito.

“… As crianças vão compreendendo o mundo que as rodeia quando brincam, interagem e exploram espaços, objetos e materiais. Nestas suas explorações, vão percebendo a interdependência entre pessoas e entre estas e o ambiente.”
In, Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, p. 85

Sentindo o outono


O outono começou e nós andámos à procura de frutos nas árvores da nossa Quinta.

Na sala, observámos, sentimos a textura e o cheiro, e provámos frutos de outono que os nossos pais mandaram. Também provámos marmelada e gostámos muito.

Para finalizar, fizemos um bolo de noz que ficou uma delícia!


Fica aqui a receita:
5 ovos
1 chávena de óleo
2 chávenas de açúcar
2 chávenas de farinha com fermento
100g. de miolo de noz triturada
Pré-aqueça o forno a 180º C.
Bata os ovos com o açúcar, junte a farinha e o óleo. Finalmente junte o miolo de noz.
Deite numa forma untada e polvilhada e leve ao forno.

Iniciando a escrita


Os nossos meninos começam a dar os primeiros passos na escrita. Esta semana realizaram mais uma atividade com o objetivo de desenvolverem algumas aptidões para a mesma. Com as mãos molhadas na tinta fizeram as asas de uma borboleta e depois experimentaram reproduzir a letra b de borboleta.






“Encaixar e empilhar objetos”


Estivemos a brincar com jogos de encaixe, descobrir onde encaixa cada peça e pôr por ordem de tamanho não é fácil mas explorando, experimentando e voltar a experimentar até conseguir foi uma atividade que realizámos com vontade, curiosidade e prazer.
“Vamos lá ver como vou fazer isto?”



Estes jogos ajudam a criança a desenvolver não só a coordenação visual/motora como a concentração e memória, organizando o seu conhecimento lógico-matemático.
“E agora qual a peça que vou pôr?”
“Já está quase!”
“Vou virar para aqui, ponho dentro, tiro para fora…”
“Encaixar, desencaixar ou empilhar objetos oferece à criança desafios espaciais e sentimentos de sucesso. Através de tentativa e erro, persistência e repetição, as crianças ganham experiências de atividades de encaixar, desencaixar, virar, manipular e empilhar objetos. Este tipo de experiência ajuda-lhes a desenvolver a área da resolução de problemas espaciais no domínio do pensamento lógico-matemático”. IN “Educar a Criança” de Mary HOHMANN e David WEIKART.
“Pronto, já está! Já consegui!”


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

A Tradição e Curiosidades


“Em Portugal, no dia de Todos os Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos grupos para pedir o pão por deus de porta a porta. As crianças quando pedem o pão por deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs, frutos secos, nozes, rebuçados, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.
Esta tradição teve origem em Lisboa em 1756 (um ano depois do terramoto que destruiu Lisboa). Em 1 de Novembro de 1755 ocorreu o terramoto que destruiu Lisboa, no qual morreram milhares de pessoas e a população da cidade, que era na sua maioria pobre, ainda mais pobre ficou.
Como a data do terramoto coincidiu com uma data com significado religioso (1 de Novembro), de forma espontânea, no dia em que se cumpria o primeiro aniversário do terramoto, a população aproveitou a solenidade do dia para desencadear, por toda a cidade, um peditório, com a intenção de minorar a situação paupérrima em que ficaram.
As pessoas percorriam a cidade, batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, dado grassar a fome pela cidade. E as pessoas pediam: "Pão por Deus".
Esta tradição perpetuou-se no tempo, sendo sempre comemorada neste dia e tendo-se propagado gradualmente a todo o país.
Até meados do séc. XX, o "Pão por Deus" era uma comemoração que minorava as necessidades básicas das pessoas mais pobres (principalmente na região de Lisboa).
Havia regras básicas:

- Só podiam andar a pedir o "Pão por Deus", crianças até aos 10 anos de idade (com idades superiores as pessoas recusavam-se a dar).
- As crianças só podiam andar na rua a pedir o "Pão por Deus" até ao meio-dia.”
In, Mala d’estórias

E nós vivenciamos esta tradição, apesar de ainda ser uma novidade. Também tivemos pão por deus dentro dos nossos saquinhos de pano.


Surpresas e Pão por Deus


Surgiram algumas surpresas na sala…
Balões? Vamos agarrá-los? Fugiram…corre atrás deles…é difícil agarrar…lá fugiram outra vez!
 Um túnel? O que é isto? E agora? É para entrar? O que está lá do outro lado? As amigas crescidas estão-me a chamar…É longe? Acho que não vou entrar? Eu vou…aqui vou eu…para onde ele vai? Onde está ele? Ah, ah… estou aqui (risos e gargalhadas quando viram o amigo a chegar do túnel)…agora sou eu…também quero experimentar…é giro…bora lá.
Pão por Deus
Em algumas zonas do nosso país é tradição, no dia 1 de Novembro, as crianças saírem à rua para pedir o “Pão por Deus”. Vão de porta em porta com os seus saquinhos de pano a cantarolar a lenga-lenga: “Pão por Deus, pão por deus, saco cheio vamos com Deus" recebendo pão, broas, bolos, romãs, frutos secos, castanhas e guloseimas.
Na nossa Instituição, este ano na Sala dos Bebés realizamos um lanche comum com os amigos da sala dos 2 Anos 2, onde as crianças puderam partilhar com os amigos o que trouxeram de casa. Foi um momento de convívio e de interação entre as crianças e adultos. Obrigada também às famílias pela colaboração.



Emoções


Esta semana ouvimos nós na nossa sala a história do monstro das cores. Para ajudarmos o monstro a separar as emoções, associámos a cada cor uma emoção. O amarelo é a cor da alegria, o azul da tristeza, o vermelho da raiva, o preto do medo, o verde da calma e o cor de rosa do amor. Tentámos reproduzir algumas emoções através das nossas expressões faciais. 

 No final da semana realizamos mais um pão por Deus tradição na qual as crianças levam os seus saquinhos e vão recolher os doces oferecidos por todos num gesto de partilha. 




“Quem é este Bicho”


Aproveitamos esta história para descobrir os bichos do Halloween, ainda gostamos muito pouco desta ideia de pintar/imprimir pés e mãos.


 Pão Por Deus
Experimentamos os Sabores de outono, iguarias que muitos de nós ainda não estão habituados a senti-los, cheira-los e muito menos prova-los, mas experimentamos dentro da tolerância e curiosidade de cada um.

Muito obrigado aos pais pela contribuição nos variados elementos deste lanche partilhado, permitindo um Pão por Deus rico nas mais diversas experiências.


A viver tradições!


Mesmo estando um dia chuvoso festejamos o Pão por Deus como manda a tradição. Cada um de nós levou o seu saquinho e foi pedir o Pão por Deus: “Pão por Deus, Pão por Deus, bolinhos no saco, vamos com Deus…”
 No final levámos para casa um saco cheio de miminhos doces.
Cada vez mais vivemos numa aldeia global e somos influenciados por vivências de outros países. O Halloween (dia das bruxas) vai ganhando terreno entre os mais pequenos e também cá na sala lhe dedicámos tempo. Fizemos um almoço à luz das velas, tivemos uma sobremesa assustadoramente divertida e uma oferta muito saborosa da família da Maria Inês. Obrigada.
A cesta das emoções já começou a sentir…
A nossa cesta das emoções já começou a visitar os nossos meninos. Cada semana o Xico, a nossa mascote, vai passar um fim de semana a casa de uma criança que nos vai apresentar uma emoção/sentimento com uma história escrita num caderno do grupo. Cada emoção tem uma “cara” que é a imagem do cabide de cada criança e que foi atribuída aleatoriamente a cada criança.
A viagem começou na casa da Leonor, com a ALEGRIA. Ouvimos uma história sobre a alegria e a alegria passou a viver na nossa sala.


Um dia assustador


Como não há festa sem preparativos arregaçamos as mangas e começamos a trabalhar…

Depois vestimo-nos á rigor…


E para finalizar uma casa assustadora fomos visitar…

sábado, 3 de novembro de 2018

Somos um grupo!


Começou o nosso projeto: “É preciso toda uma aldeia para educar uma criança”. Pela primeira vez fomos passar uma manhã a outras salas, com adultos e amiguinhos que não conhecemos tão bem, mas que ficamos a conhecer.




Foi uma manhã diferente, de grande expectativa, para nós os mais pequenos, que não tendo bem a certeza do que ia acontecer, voltámos muito entusiasmados com as atividades que fizemos nas outras salas e com os amiguinhos com quem brincámos.


Chegámos à nossa sala cheios de novidades para contar:
“Havia amigos mais crescido”; “Eu gostei de brincar naquela casinha que tinha sapatos”; “Ouvi a história do dragão”; “Gostei da outra rua”; “Comi na outra sala grande”…

Gostámos muito da experiência e queremos repetir!