quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Descobertas tecnológicas

 As “crianças vêm o computador com curiosidade e naturalidade, senão com verdadeiro entusiamo”. (Ponte, 1997, p.24)

Como é mencionado nas OCEPE (DEB, 1997) “pode ser utilizado em expressão plástica, expressão musical, na abordagem ao código escrito e na matemática”. (p.72)

Nós começámos a dar os primeiros passos nesta área e fizemos descobertas fantásticas. Descobrimos como escolher as cores e “desenhar” no Paint e já vamos estando à vontade com esta ferramenta. Com concentração, coordenação óculo-manual e muita diversão vamos descobrindo cada vez mais coisas.







quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Com as mãos…

 É a motricidade fina que nos permite realizar tarefas que exigem mais precisão motora.

A motricidade fina é a capacidade de executar movimentos finos com controlo e destreza das mãos e dos dedos, produzindo movimentos delicados e específicos. É uma das competências que deve ser desenvolvida desde tenra idade. É, a partir deste tipo de coordenação que permite à criança dominar o ambiente e proporcionar competências para manusear os objetos.

Mas para que isso aconteça é importante deixar a criança explorar, descobrir coisas novas e experimentar novas formas de utilizar os objetos.

No entanto, podemos, e devemos, dar uma ajuda e com pequenas coisas, promover de uma forma consistente o desenvolvimento desses pequenos músculos que ajudarão as crianças nos movimentos de precisão.

Aliámos a motricidade fina às castanhas, à plasticina, aos materiais da sala e às tangerinas. Foi uma descoberta divertida e cheia de empenho.

Descascámos a tangerina do almoço a ouvir “O Primeiro Gomo de Tangerina” de Sérgio Godinho.



Mapa do Tempo

Quando se organiza sala (a pensar no tempo e no espaço) atribui-se à criança um papel ativo na sua aprendizagem e desenvolvimento, respeitando a espontaneidade de cada uma delas.

E o mapa do tempo surgiu da necessidade de registar o estado do tempo meteorológico e da descoberta dos dias da semana. E a história: “A lagartinha muito comilona” deu uma ajudinha.



 “Educar as crianças em idade pré-escolar significa dar-lhes constantes oportunidades para realizarem uma aprendizagem activa”.

Hohmann e Weikart

S. Martinho

Comemoramos o S. Martinho entre histórias, canções, pinturas e castanhas quentinhas saídas do forno a lenha mesmo ao pé da nossa sala.

Gostamos de brincar na sala com os legos, fazemos muitas construções, ajudamos os amigos e temos pequenos “projetos” a pares.

Continuamos a explorar os espaços exteriores, e no meio da natureza, fazemos “sopa” de bugalhos que mexemos com “colheres de paus”, espreitamos e descobrimos bichinhos, corremos à volta das árvores, brincamos em pequenos grupos, conversamos, rimos e fazemos descobertas como por exemplo: ”que os bugalhos pequeninos cabem naquele buraco mas uma pinha não”, conversamos sentados em pequenos “troncos” respirando o ar puro da natureza.




Como diz Carlos Neto e Frederico Lopes no livro “Brincar em todo Lado”: “As crianças necessitam de brincar com os elementos naturais, tais como a areia, terra, água, pedras, paus, troncos, árvores, etc. com o seu corpo todo, e é fundamental dar-lhes o tempo necessário para que a experiência lúdica seja imersiva e complexa. Brincar com o corpo todo significa manipular objetos, cheirar os elementos, pôr na boca, transportar, construir, transformar, sujar e sujar-se. Brincar com o corpo todo em ligação imersiva com os elementos da natureza significa colocar o corpo e as suas diferentes partes em desafio, numa procura deliberada de incerteza e risco”.

Magusto

Magusto é uma festa popular celebrada de acordo com as tradições de cada região. Na nossa quinta, festejámos comendo as castanhinhas bem cozidinhas.

Na nossa sala observámos as castanhas cruas. Falámos sobre a cor da sua casca castanha e da sua textura macia.

Com os nossos dedinhos e tinta castanha pintámos castanhinhas.


A celebração do magusto está associada à lenda de S. Martinho a qual contava que um soldado romano de nome Martinho ao passar a cavalo por um mendigo quase despido, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada e deu-lha para se tapar. Estava um dia chuvoso e diz-se que, nesse preciso momento, parou de chover aparecendo o sol, derivando daí a expressão: "Verão de São Martinho". Na nossa sala projetámos a lenda de S. Martinho que foi enviada pelos nossos amiguinhos da sala dos 5 anos. Obrigado pela partilha. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Pão por Deus

 Durante a semana passada comemorámos o dia do “Pão por Deus” e fizemos bolinhos de azeite.

O “Pão por Deus” é uma tradição do nosso país, onde em algumas zonas, no dia 1 de novembro, as crianças saem à rua para pedir o “Pão por Deus”. Vão de porta em porta com os seus saquinhos de pano a cantarolar a lenga-lenga: “Pão por Deus, pão por deus, saco cheio, vamos com Deus" e recebem pão, broas, bolos, romãs, frutos secos, castanhas e guloseimas. Este ano não pudemos partilhar e vivenciar esta tradição com a comunidade educativa da nossa Instituição por isso oferecemos os bolinhos à nossa família.

Experimentámos desenhar com giz no quadro de ardósia, e que lindos desenhos nós fizemos.

No exterior, organizamos brincadeiras em pequenos grupos “Senta aqui em cima dos números e agora aqui” e descobrimos um bicharoco que fugiu para dentro daquele buraquinho “Anda cá ver, olha, olha o bicho”.


“É nos contextos sociais, nas relações e interações com outros e com o meio que a criança vai construindo referências, que lhe permitem tomar consciência da sua identidade, respeitar a dos outros e desenvolver a sua autonomia.” IN Orientações Curriculares para o Pré-Escolar. P.37

Conhecendo e vivenciando o outono…

Para melhor conhecermos esta estação do ano, nada melhor que a nossa quinta para nos mostrar…

“é sempre 2 em 1” conhecemos a quinta e os seus espaços exteriores e conhecemos o que aquilo com que a natureza nos brinda…

Explorando os espaços e o que a natureza nos fornece…

Pintando com as cores do outono…

Depois de termos ido à rua apanhar folhas do outono e de as termos observado bem, fizemos uma pintura com as cores do outono.

A pintura é uma excelente forma da criança começar a conhecer e aprimorar a sua coordenação motora, conhecer as cores, desenvolver novas formas através da sua imaginação, de estimular a criatividade e dar largas à imaginação.

“As crianças têm prazer em explorar e utilizar diferentes materiais que lhes são disponibilizados para desenhar ou pintar (…) alargando as suas experiências, de modo a desenvolverem a imaginação e as possibilidades de criação.”

In OCEPE 2016, pág.47

 

Tivemos uma surpresa… Um lanche do outono…

Fizemos um lanche do outono com alimentos desta estação, romã, diospiro, as broas que fizemos, tostas com doce de abóbora e requeijão…

FOI UM SUCESSO!!!

 



As folhas de outono e a matemática

“As crianças constroem as suas noções matemáticas de um modo natural, partindo das experiências do quotidiano.

É essencial proporcionar experiências variadas não esquecendo de dar oportunidade de pensar sobre o que fizeram, porque o fizeram e como o fizeram.”

(Ministério de Educação, 2016)

Depois de vermos a história “caracóis de ouro e os 3 ursinhos” (que nos ajudou a perceber as noções de grande, médio e pequeno) começámos a construção da nossa tabela das folhas de outono.


Escolhemos folhas que tínhamos na sala, observámos as características e classificámos quanto à cor e ao tamanho, colocando no sítio correto na tabela.



O próximo passo é observar a tabela e comunicar os resultados.

Fiquem atentos!


Descobertas de Outono

 Durante esta semana estivemos dedicados às folhas de outono. E com elas descobrimos as cores, as formas e as texturas.

Há folhas vermelhas (Joana), amarelas (Dinis P.), castanhas (Denis), verdes (Francisca) e laranjas (Dinis M.). E outras têm um bocadinho de cada cor (Daniel e Amélia).

Apanhámos folhas… explorámos, observámos e sentimos. Depois com a ajuda da lupa e dos sentidos descobrimos algumas coisas:

Matilde V. – “ com a lupa vimos pintas”

Mariana – “as folhas eram macias”

Joana – “vi risquinhas”

Daniel – “senti os altos”

Pedro – “senti os veios das folhas”

Aurora – “vi a forma da folha”

Felipe – “a lupa faz as coisas maiores”


Descobrimos que com a lupa podemos ver: folhas (Dinis Morais), escaravelhos (Felipe), aranhas (Diogo), bolotas (Joana) e ver as nossas mãos (Dinis Pereira).

 Matematicar com as folhas

"As crianças realizam intuitivamente classificações e, precocemente, começam a ser capazes de organizar objetos e acontecimentos considerando um atributo e, posteriormente, vários atributos, de forma a estabelecer relações entre eles. (OCEPE, 2016, p.75)

 Depois de observarmos as folhas agrupámos as folhas segundo as cores, mas desta vez de forma diferente… porque há folhas que têm muitas cores.





Rasgar e amachucar

Esta semana realizamos uma atividade com material não estruturado. Foram distribuídas às crianças folhas de jornal para que estas o explorassem livremente.

O objetivo desta atividade era desenvolver a criatividade da criança bem como explorar ao nível da motricidade fina, o rasgar e o amachucar.

Os nossos pequenitos não se fizeram rogados e aqui os vemos a usar a imaginação e criatividade, amachucando o papel formaram bolinhas,

rasgaram o papel 

 e houve ainda quem rasgasse pequenos pedacinhos e fizesse uma fila com eles.
Houve ainda quem aproveitasse para ver as imagens


e até brincar ao cu cu.



segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Doçuras e Travessuras de Halloween

Comemorámos o Dia das Bruxas. Há uns dias que andamos a enfeitar a sala com trabalhos cheios de feitiços – abóboras de bruxa e aranhas bem pretas, um bosque assustador com uma lua gigante e fantasmas que só se vêem de noite.



A curiosidade acompanha o grupo… e como se diz em inglês? Halloween.

Ouvimos a história: “A Bruxa Castanha” de António Mota. Uma história cheia de rimas e de disparates de bruxa que nos fizeram rir à gargalhada.

Tivemos um lanche cheio de feitiços fantasmagóricos (aranhas, larvas fritas, mochos do além, fantasmas, fruta pegajosa, chapéus de bruxa no forno, bolos de terra, gelatina com dedos, torta de cenoura enfeitiçada…)


Foi um dia assustadoramente divertido e feliz… cheio de sorrisos, doçuras e travessuras!



quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Fantoches, digitinta e poças de água

Ouvimos a história do “Coelhinho Branco” com a ajuda de fantoches e adereços da área da casa.

“A disponibilização de fantoches, de vários tipos e formas, facilita a expressão e a comunicação através de “um outro”, constituindo também um suporte fundamental de diversas atividades de dramatização.p.56 In Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar.

Realizámos uma atividade de expressão plástica: Digitinta com a cor castanha.

A digitinta é uma técnica de expressão plástica, em que a criança explora a textura e a cor, desenvolvendo a motricidade fina. As crianças espalham a tinta com as mãos e desenham com os dedos. Depois de as crianças realizarem as suas experiências livremente, podendo desenhar e voltar a desenhar, podemos realizar a estampagem de um dos seus desenhos numa folha branca.

Depois das chuvas, nada como ir brincar nas poças de água…com folhas, pedras, paus…com as mãos, sapatos…diversificação nesta experiência não faltou.


A exercitar a motricidade global nas aulas de Educação Física.